quinta-feira, 16 de junho de 2016

18º Capítulo − ...talvez os sentimentos que Claire transmitia não eram os mesmos que sentia ✓



I'd catch a grenade for ya
Throw my hand on a blade for ya
I'd jump in front of a train for ya
You know I'd do anything for ya
Oh whoa oh
I would go through all this pain
Take a bullet straight through my brain
Yes I would die for you baby
But you won't do the same
No, no, no, no
− Bruno Mars in Grenade

Ouviu um telemóvel/celular tocar, parecia o de Claire. Isso fê-la lembrar que Claire não tinha chegado antes das cinco horas da manhã, ela podia saber o porquê.
− Estou sim? – Claire falou baixo e muito devagar. Demetria não sabia o porquê de estar escondida da vista de Claire e a ouvir a sua conversa, era algo automático. – Ah sim, Tay! Claro que não esqueci, além de estar com puta ressaca de ontem. – Demetria ficou a pensar no apelido carinhoso de Tay, será Taylor Swift? Ressaca? – Claro, eu vou adorar encontrar-me contigo, hoje à noite! No “Here's to Never Growing Up“? – O sorriso de Claire desapareceu, a possibilidade de se encontrar com Demetria era de noventa e cinco porcento, aquela menina não desgrudava do trabalho se não tivesse motivos. – Sim, claro que pode, Tay! – Claire desligou o telemóvel/celular e suspirou pesado.
− Então? Tu foges quando nos beijamos, porém és amiga colorida da Taylor Swift? – Demetria colocou-se à frente da porta do quarto de Claire. – É isso?! Responde, caralho!
− Eu não te devo satisfações da minha vida, Demetria… − Claire aproximou-se de Demetria, os seus lábios quase se roçaram, talvez os sentimentos que Claire transmitia não eram os mesmos que sentia.
− Não? E isto? – Demetria olhou bem nos olhos azuis de Claire, estavam bem ao natural sem qualquer maquilhagem à volta, as suas olheiras eram enormes. As mãos geladas de Claire deslizaram pelas costas de Demetria, fazendo Demetria sentir o seu coração mais acelerado. Demetria passou as mãos pelo peito farto de Claire, empurrou-a para dentro do seu quarto e trancou a porta.
Demetria estava por cima de Claire, o que dava acesso livre e controlado ao pescoço de Claire. Demetria beijou toda a extensão do seu pescoço até chegar aos seus lábios rosados. Claire tomou o impulso e beijou lentamente Demetria, um beijo que continuou calmo. Claire abriu os olhos com brusquidão e empurrou Demetria para o seu lado direito.
− Esquece, sim? – Claire deu uma ajeitada ao cabelo e deixou Demetria sozinha.
Claire parecia querer brincar com os sentimentos de Demetria, o que a fez ficar triste, criou expectativas e deitou-as fora como se nada fosse. O que faria Taylor quando estivesse mais íntima com Claire?
Demetria aguardaria de longe, iria tentar estragar os primeiros planos de Taylor, mas se Claire não quiser ver, quem é Demetria para a fazer abrir os olhos? Exato, ninguém!
Lovato caminhou até ao quarto de Selena. Ela não queria desabafar, mas queria conversar um pouco antes de trabalhar, e às vezes era stressante ficar das nove horas até às dezoite num bar.
− Selena, preci… − Lovato fechou a porta lentamente, quando se virou, a sua boca formou um grande “O”. Miley e Selena estavam na pegação. – Porque será que eu sempre soube que vocês se pegavam, hein? − Selena e Miley pularam de susto.
− Agora, intendo! Agora, eu intendo o porquê de gostares de mulheres. – Miley ria, enquanto Selena se tentava esconder por vergonha de ter sido pega. – Hey, mor! Sai daí, daqui a pouco temos de ir, vamos aproveitar! – Miley puxou Selena e beijou-a.
− Sim, acho que vou andando. – Demetria falou com uma nota de trauma na voz. Fechou a porta e andou o mais rápido possível, pensando assim em esquecer o que vira.
Demetria desceu as escadas e viu um bilhetinho em cima da mesa, parecia a letra de Eddie. Por que Eddie deixariam um bilhetinho em cima da mesa?

Demetria,
Só precisarei da tua ajuda às cinco horas da tarde, mas ficarás até às oito, sim?
Beijos,
Eddie.

Era estranho quando tinha de entrar e sair mais tarde. Eddie só fazia isso de vez em quando, quando sabia que teria mais clientes nessa noite.
Demetria não teria nada para fazer até essa hora, apenas regar o jardim da frente. Tudo seria muito mais divertido se tivesse Claire, ali. Ela poderia dizer tudo o que ia no seu coração, o quanto a amava.
Todas as suas flores estavam a precisar de ser regadas, iriam murchar assim como ela, assim como o seu coração estava seco e carregado de um nada incrível!
Demetria regou algumas rosas, orquídeas, glicínios… Muitos deles não tiveram salvação, uma pena, diga-se de passagem. Ela não gostava nada de os arrancar por estarem velhos ou “estragados”. Adorava a forma de como eram plantadas tal como o seu perfume natural, era aficionada por coisas naturais.
O som de um carro a travar bruscamente ecoou, literalmente, nos ouvidos de Lovato. “Puta que pariu!”, pensou para si mesma. A sua curiosidade em ver quem iria sair do carro era inexplicável.
A sua memória nunca se esqueceria daquele carro preto, nem num milhão de anos, nunca! As pernas esguias e sem qualquer tipo de bronzeado nunca enganariam alguém. De facto, ela preferia que fosse o seu ex-amigo colorido.
Apostava consigo própria que Taylor estaria ali para fuder com Claire, se dependesse de Taylor, ela fá-lo-ia ali mesmo ou na cama de Demetria. Sinceramente, Demetria tinha que fazer algo, algo pequeno, mas não deixava de ser algo, certo?
Sorrateiramente, pegou na mangueira, posicionou-a como se tratasse de uma arma de fogo e estava pronta a “disparar”. O jato fino de água caiu diretamente em Taylor, sucesso imediato, quando esta se preparava para colar os seus lábios rosa choque nos de Claire.
Os gritos agudos de Taylor estremeceram o que havia à sua volta, ela poderia acordar os mortos com aquela vozinha esganiçada. Claire assustou-se e permaneceu imóvel ao lado de Taylor.
− Demi! O que estás a fazer? – Claire deu conta de onde vinha aquele jato de água, apesar de ela querer ficar chateada, a sua expressão parecia conter o riso. – Demetria?!
− Ria-se! A tua cara parece que vai explodir. – Demetria levantou-se e desfeche em gargalhadas. Claire ficou ainda mais enfurecida, pelo facto de querer rir e não o dever fazer.

Sunday, 04:49 P.M. Lovato’s House, Washington D.C.
Demetria calçou algo mais confortável, afinal ninguém merecia ficar cinco horas em pé e a limpar mesas depois de fecharem. Fechou a porta do seu quarto vagarosamente.
Desde os seus sete anos que tinha desenvolvido um tipo de raiva, uma raiva por quem batia as portas com força. Fazia o máximo para nunca bater uma porta com força, mas quando o fazia, pedia desculpas seguidas com uma careta engraçada.
Ao travessar o corredor, ouviu umas risadas familiares, Claire. Incrível como ela tinha raiva de Taylor e de Claire, como ela podia cair nas palavras que eram as mesmas, de certeza, que ouvira? Ela teve o cuidado de lhe mostrar fotos dela e de lhe dizer que Taylor não prestava. Que raiva, que raiva ela tinha de si mesma. Raiva porque não fez crer Claire.
Lágrimas formaram-se, mas elas não escorriam, não hoje. Ela daria tempo a Claire, para ela ver o quanto Taylor era podre.

Sunday, 05:10 P.M. Here's to Never Growing Up Bar, Washington D.C.
− Incrível, Demetria! De novo, atrasada?! Por quanto mais tempo isto vai prevalecer?! – Eddie chamou a atenção de Demetria ao tocar na mini campainha no balcão que separava a receção da cozinha.
− Nem venha, Eddie! Estou farta! Estou com uma maldita dor de cabeça.− Demetria já tinha vestido o seu uniforme e agora fazia um rabo-de-cavalo desleixado no seu cabelo.
− Já percebi, a Claire está a namorar a idiota da Taylor, não é?! – Eddie tinha um pequeno pano no ombro, contornou o balcão e ficou à frente de Demetria. Rápido as lágrimas que segurou há pouco estavam agora a rolar face abaixo. Eddie percebeu o quanto Demetria a amava.

Sunday, 06:50 P.M. Here's to Never Growing Up Bar, Washington D.C.
Estava tudo muito bem organizado naquela noite. George veio ajudar Eddie na cozinha e Clarisse, uma amiga vizinha da família, veio ajudar a servir à mesa.
Eddie nunca falhou em relação se o dia iria ser cheio ou não. Como ele dizia “A velhice também é um posto”, e bem, como ele estava certo.
Demetria atendia toda a gente com bastante simpatia, tinha parado de fazer performances, também, à coisa de dois dias, porque dentro de uma semana retiraria as amígdalas.
Segurou um papel do bloco de notas no varal da abertura da cozinha com uma mola de roupa. Tomou um pouco de água e sorriu para George. Quando se virou, sentiu uma ânsia de vómito e uma tontura num misto de raiva e tristeza.
Claire e Taylor tinham vindo mesmo. Taylor nem tocou na cadeira, simplesmente pousou o seu casaco, deu um selinho em Claire e, talvez, foi à casa de banho/banheiro.
Ela queria imenso ir falar uma última vez com Claire e quando se deu conta, bem, já ia na sua direção. A sua expressão fechou-se em desgosto. Claire olhava para o seu lado direito quando Demetria bateu com os punhos na mesa. Claire estremeceu de susto.
− A sério, Claire? Tu és estúpida? – Demetria rangeu os dentes. Claire olhou-a de cima.
− Não. Apenas estou com alguém que me ama de verdade, alguém que não é o que tu dizes ser. Sobretudo, alguém que não tenta algo logo com o primeiro beijo.
− Ah, esse foi o problema?! Era simples a resolução. Bastava dizer “Para, Demi. Não estou pronta ainda.” – Demetria estava alterada, o seu coração estava pesado.
− Mas eu nunca te amei… − Com toda a serenidade, foi apenas isto que Claire disse.


Continue…

sábado, 8 de agosto de 2015

17º Capítulo − …era bom demais para ser verdade ✓


Puta Mais Linda ❤

Friends just sleep in another bed
And friends don’t treat me like you do
Well I know that there’s a limit to everything
But my friends won’t love me like you
No, my friends won’t love me like you− Ed Sheeran in Friends
Demetria colocou as mãos quentes sobre a cara delicada de Claire. A respiração era calma, mas o seu coração estava transtornado e a mente, uma confusão.
O beijo era calmo, porém longo para um primeiro beijo. Transmitiu coisas que talvez nenhuma das duas soubesse que existiam. Elas nunca tinham amado de verdade.
Claire pegou na cintura de Demetria e deitou-a na areia, apesar de incomodativa não fez diferença neste momento. A mão de Demetria deslizou pelo peito de Claire que parou um beijo com pequenos beijos.
Naquela noite, Claire parou o beijo, mas não de uma maneira “O que se passa? Estás louca?”, foi de uma maneira de ter gostado da experiência nada nova e da boca aveludada de Demetria.
Elas ficaram lá a observar o mar pouco nítido. Claire estava sentada entre as pernas abertas de Demetria, era bom demais para ser verdade.
Claire voltou à realidade depois de sentir o toque suave das mãos de Demetria sobre o seu peito. Demetria cruzou os seus lábios num beijo intenso e cheio de fogo, as suas mãos foram descendo até à sua cintura. Claire virou-se para poder tirar partido do beijo de Demetria.
Demetria já estava por cima do corpo de Claire, que estava agora só de soutien. Mas que raio?! Não, não podia! Claire não queria que assim fosse! Porquê?
E se Demetria quisesse apenas farra? Porque ela namorou a grandiosa Taylor Swift heart breaker. Isto teria de parar!
Claire parou os beijos e afastou o corpo de Demetria. – O que se passou? – Demetria sustentava o seu peso nos seus braços. – Olha para mim! – Demetria virou o rosto de Claire, de modo, a que a olhasse nos olhos.
− Eu não te amo! Não te amo assim tanto para subirmos a este patamar. – Aquilo suava como uma facada que a atravessava vezes seguidas. As suas ilusões eram… ilusões confirmadas.
− Como assim? – Demetria franziu a testa de modo a tentar não se consolidar com o que ouvira. – Tu não me amas?! Mas mesmo assim crias expectativas?
− Que expectativas, garota? – Claire chamou Demetria de “garota”, algo que incomodou bastante Lovato.
− Que expectativas?! Que expectativas?! – Demetria gritou na última frase. – Dormir na minha cama e eu na tua, quase rolar um beijo e a pegação no banho, não é criar expectativas? – Demetria continuou com um tom de voz alto, mas desta vez levantou-se e olhou Claire de cima.
− Não, tu é que entendeste mal! – Claire levantou-se respondendo da mesma forma.
− Claro! – Demetria respondeu com ironia e virou costas. Claire continuou sentada na areia até que deu conta que Demetria estava a afastar-se cada vez mais. – Vais ficar aí? – Falou fria.
− Sim, eu vou! Não quero dar mais indícios de possível paixão por ti. – Claire falou entre dentes, mas Lovato conseguiu ouvir perfeitamente e aquilo realmente magoava, muito…
− Tens muita piada para uma pessoa tão insensível. – Esta foi a última frase dita por Lovato a Longoria. Ambas não mereciam nem queriam isto, nem desta maneira.
Levaria um belo tempo até que Claire se convencesse que Demetria não era uma sedutora sem escrúpulos e que queria Claire como parte da lista. Levaria um belo tempo, também, até que Demetria conseguisse perdoar Claire.
Demetria deu ignição ao carro, encostou a sua testa no volante de modo a poder chorar. Não podia ser, era como se alguém tivesse substituído a verdadeira Claire Longoria, aquela que ela amava de verdade.
Claire, a garota pela qual se apaixonou, que fez o seu coração palpitar de anseio, aquela com que ela amava dormir de conchinha, aquela com que queria partilhar a sua vida.
Conforme o carro ia acelerando, as suas lágrimas desesperadas iam se alterando. Não eram mais de tristeza, eram de raiva, no fundo seria uma tristeza tão grande que tinha sido tapada pela raiva.
Ela mostraria a Longoria o que tinha perdido.
Demetria bateu a porta com força suficiente para Dianna, Eddie e um amigo muito próximo de Eddie, Michael, a ouvissem chegar.
− Demetria! Vem cumprimentar as pe… − Dianna baixou a sua voz quando notou o inchaço dos olhos de Demetria. – Acho que é melhor sairmos da frente dela.
Demetria subiu as escadas com pressa. Entrou no seu quarto sem querer saber o que se passava à sua volta. Miley, Selena e Dallas estavam ali, a jogar Verdade Ou Consequência. Tinha interrompido o beijo de consequência entre Selena e Miley.
Caralho, Devonne! Não sabias ser menos estrondosa? – Dallas gritou pelo susto que Demetria lhe causou. – Demi?! – Demetria deitou-se de costas para elas e abraçou com muita força a sua almofada.
− Demi? – Miley perguntou com uma certa nota de preocupação na sua voz. Selena tinha a sua mão quente sobre a sua coxa. – Selena, depois continuamos isto. – Miley beijou o seu rosto.
Dallas e Selena levantaram-se e sentaram-se em frente a Demetria, Miley sentou-se na sua cama acarinhando os seus cabelos. Miley beijava, também, o seu cabelo suavemente.
− Nós beijamo-nos na praia, e… − Demetria tinha a sua cabeça afundada na almofada rosa-bebé. A sua voz soluçou e pareceu fraca demais. – Eu odeio-a!
As meninas olhavam-se animadamente, até que Dallas refletiu bem na última frase “Eu odeio-a!”, ficou estranhamente pensativa. Dallas olhou Miley que a olhava sem parar.
− Disseste que a odiavas? Ela rejeitou-te? Demi responde! – Dallas pegou nos seus pulsos com força. – Oh, meu amor… − Dallas sentou-se na cama de Demetria e puxou-a para a abraçar.
Selena abraçou-a com força e, bem, Miley continuava a acarinhar os cabelos de Demetria.
− Se quiseres, podemos fazer uma partidinha antecipada de dia um de abril, certo, Miley? – A Selena maquiavélica era do piorio, enquanto não tivesse o que queria não descansaria. – Que achas colar a cabeça dela à almofada? Isso é leve, só porque ela é nossa amiga.
− Isso é leve?! Colar a cabeça dela à almofada é leve? Como ousas, Selena Marie?! – Miley permaneceu incrédula com a crueldade oculta de Selena.
− Desculpa, mesmo sendo a nossa outra amiga, precisa de uma pequena lição! – Selena falou com uma nota de raiva na voz. Sempre que magoavam uma das suas amigas, era como se a magoassem a ela.
− Okay, depois podes planear a tua vingança. – Dallas ficou incrédula também, mas continuou calada. Se não acabassem o assunto agora, isso só faria com que Demetria pensasse mais em Claire. – E se víssemos um filme, hein, Demi? – Dallas tentou animá-la. Demetria limitou-se a concordar com um balanço de cabeça.
− Hum… E se víssemos alguma comédia? – Miley hesitou em perguntar. Porém todas concordaram em ver. Faria Demetria dar boas gargalhadas.

Sunday, 08:54 P.M. Lovato’s House, Washington D.C.
Lovato caminhou vagarosamente pelo corredor do andar de cima. Ela e as garotas tinham adormecido às quatro e quarenta da manhã, as suas olheiras estavam horríveis. Apenas uma maquilhagem a podia salvar.
Ouviu um telemóvel/celular tocar, parecia o de Claire. Isso fê-la lembrar que Claire não tinha chegado antes das cinco horas da manhã, ela podia saber o porquê.
− Estou sim? – Claire falou baixo e muito devagar. Demetria não sabia o porquê de estar escondida da vista de Claire e a ouvir a sua conversa, era algo automático. – Ah sim, Tay! Claro que não esqueci, além de estar com puta ressaca de ontem. – Demetria ficou a pensar no apelido carinhoso de Tay, será Taylor Swift? Ressaca?

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

16º Capítulo − Tens muito que aprender sobre a Miss Lovato ✓




It's not what I'm used to
Just wanna try you on
I'm curious for you
caught my attention
− Katy Perry in I Kissed a Girl

Demetria sorriu ao lembrar-se que em breve ela seria sua e Demetria seria de Claire. Saiu do conforto cuidadosamente e deslocou-se para a cozinha.
− Diz-me! Vocês estavam a tomar banho juntas. – Uma voz familiar assustou Demetria, que acabou por derrubar alguma água do copo. – Não adianta negar, lindinha!
− Caralho, Selena Marie! Que história é essa de me pegar no banho com a Claire? – Demetria deitou as mãos à boca depois de se dar conta que falou demais.
− Tenho de fazer mais vezes isto contigo! Agora conta-me! – Selena puxou uma cadeira e colocou as mãos segurando o queixo, como uma apresentadora coscuvilheira.
− Bom, tudo começou assim… − Demetria contou tudo a Selena que sorriu ao saber que Demetria e Claire estavam quase a namorar.
− Sabes o que eu acho? Que alguém tem muito fogo para apagar. – Selena pousou as suas mãos nas de Demetria, como reconforto. – Okay, estou a brincar! Não que isso não seja verdade, Demetria! Eu sei que vocês se vão acertar, sem qualquer sombra de dúvida. – Selena sorriu.

Saturday1, 09:14 A.M. Lovato’s House, Washington D.C.
O seu toque era divinal, era como estar nos braços de um anjo, ou algo semelhante. Ela podia fazer isto para sempre sem se cansar do seu creme corporal com cheiro a melancia, porque, Claire não usava perfume para dormir, colocava um creme corporal.
Era a terceira vez que ela dormia na cama com Demetria, não que tenha havido algo, Demetria mordia o lábio antes de agarrar nas suas curvas delicadas, como um pecado vestido de cura.
Quase que houve um beijo na segunda noite se não fosse o telemóvel/celular que tocava desesperadamente pelas notificações do Twitter.
Depois daquele barraco em casa, Eva decidiu afirmar que “Ela nunca se importou comigo. Saiu de casa depois de se assumir e dizer que não me queria nunca mais olhar. Ela odeia-me sem qualquer razão aparente.
Claire, ela deu uma entrevista a uma rádio e disse que os seus acreditariam nela, Demetria já fazia parte dela. Os seus fãs começaram a shippar fortemente Demetria e Claire. Os jornais, rádios, televisões, blogues… começaram a falar sobre uma possível relação lésbica com Claire. Muitos diziam que seria impossível, uma vez que Claire nunca tinha feito uma menção a dizer que sentia atração por mulheres ou mulheres e homens, apesar de várias coisas fazerem alusão a isso. O que eles sabem a respeito? O pior dos boatos foi dizer que Demetria era uma interesseira e que a seduziu, ou que seria apenas uma estratégia de marketing.
Tiveram dias que Claire não saía de casa ou não se alegrava. Isso doía imenso em Demetria, só que ela não desistia enquanto não tirasse um sorriso dela.
Demetria calçou os seus chinelos e caminhou para a casa de banho/banheiro. Queria começar a trabalhar mais cedo, para adiantar tudo no bar. Certamente, Claire ficaria triste por irem para a praia tão tarde, mas teria de ser assim, caso não quisesse paparazzis para assistirem ao “free show” de Longoria e Lovato.

Saturday, 10:04 A.M. Here We Never Growing Up Bar, Washington D.C.
− Demi? Não devias estar aqui somente às onze horas ou ao meio-dia? – Eddie abriu com a chave a porta principal do bar. – Está tudo bem em casa? A Claire? – Eddie adorava Claire, embora no princípio não tenha ido bem com a sua cara. Na maioria das vezes faziam o jantar em meios de brincadeiras, o que deixava Demetria com um fiozinho de ciúmes.
− Está tudo bem, só não tenho certeza que a Claire esteja também. – Demetria entrou e começou a colocar as cadeiras no chão. Alguns clientes perguntaram por Claire, pela sua voz, claro.

Saturday, 06:16 P.M. Lovato’s House, Washington D.C.
Claire acordou uma vez mais em desespero. Ela queria Demetria ali, a dormir junto ao seu corpo agora suado. O seu coração queria um conforto, alguma paz para refletir sobre Eva.
O seu único passatempo era dormir e comer, quer dizer, não eram as únicas coisas.
Demetria não sabia sobre o seu passado negro, planeava contar-lhe hoje. Mas como contar? O que Demetria diria ao saber de coisas que nem os fãs dela e Eva sabiam?
Claire ia pelo Notebook de Demetria ver o que os blogs falavam, mesmo Demetria tendo-a proibido de ver coisas tão fatelas sobre Claire, sobre elas. Ela via notícias sobre: estratégia de marketing, sedução paga, ou até mesmo assuntos de ódio da parte dos fãs cegos de Eva, dizendo que a filha de Eva estava gorda, feia… Tudo o que havia de mau para ser dito e ouvido.
A comida voltou a ser o seu refúgio, para uma depressão que ficou inativa durante meio ano. E depois? Uma corrida secreta até à casa de banho/banheiro e tudo era deitado fora.
Voltando um pouco atrás, por que a depressão parou por seis meses?

Claire nunca fora uma garota de frequentar discotecas ou algo do género, achava um “cliché adolescente pegado” e um tanto desesperado. Acontece que, ela queria algo diferente, ir numa discoteca e descontrair um pouco enquanto Eva flertava com o guião do seu próximo filme ou tentava perceber o porquê lógico do seu vestido entrar na lista dos melhores vestidos da Red Carpet dos Oscars.
A discoteca era nova na cidade, estava lotada de gente. Mal se podia mover entre as pessoas. Dirigiu-se até ao bar e pediu uma bebida. O cheiro do tabaco era inevitável naquela área.
− Claire? – Uma voz atrapalhada pela alta música soou perto de si, era uma menina de cabelos ruivos, elas conheciam-se do liceu. Nunca se tinham falado, apenas isso.
− Tu sabes o meu nome? – Claire assustou-se e depois suspirou. – Claro! Eva Longoria. – Ambas riram fraco. A garota de cabelos ruivos apresentou-se com o nome de “Elsa”. Por breves instantes o silêncio entre elas pairou, embora Elsa tivesse perdido a vergonha e começou a questionar-se sobre Claire. Começaram a construir uma amizade que passou a um pré-namoro não definido.

Nesse período de tempo, Claire dormia sempre que podia na casa de Elsa, já que Eva passava meses fora ou flertava com os guiões.”

Uma batida na porta despertou Claire dos seus desvaneios e doces recordações, um sabor amargo. A garota rapidamente fechou as abas do Notebook. Dallas entrou assim que bateu na porta e sentou-se.
− Claire, estás bem? – Dallas aproximou-se de Claire e pegou nas mãos dela. – Eu preciso perguntar-te uma coisa. – Dallas chegava a preocupar com a sua habilidade natural em ser direta.
− Força. – Foi a única coisa pronunciada por Claire.
− Tu e a Demi já se beijaram ou algo do género? – Claire suspirou de alívio. Ela pensava que Dallas perguntaria por algo sobre as corridas secretas.
− Não, ainda não. – Ela arfou pesado. Dallas notou a tristeza naquele suspiro curto.
− Tu ama-la muito, não?
− Demais, eu quis negar mas não dá mais! – Claire deitou a cabeça nas pernas de Dallas. – Ela é perfeita, sabe como provocar. Três dias antes, nós pegamo-nos, praticamente. – Sorriu com as lembranças. – O seu toque, as suas palavras, o seu riso, o seu tudo…
− É tão lindo ver-vos assim, caidinhas uma pela outra. – Dallas acarinhou suavemente os cabelos roxos de Claire. – Só acho que vocês deixam as coisas fluírem muito bem. Eu gostava de ser assim.
− Estás apaixonada? – Claire levantou a cabeça.
− Sim, mas isso não vem ao caso. Fala-me mais sobre vocês. – Dallas fugiu do assunto, uma das suas outras habilidades.
− Okay, podes fugir. – Claire riu. – Bom, eu tinha prometido para mim mesma que nunca mais me apaixonaria. Porém, a Demi apareceu do nada e tirou toda a força desta promessa. Eu não posso ficar chateada com ela por muito tempo, porque só de pensar no seu sorriso e no seu toque delicado mas que provoca uma descarga elétrica, Deus! – Claire abafou o seu rosto.
− Claire dá tempo à Demi, porque ela encarregar-se-á de tudo! Ela sabe muito bem o que faz, até demais! – Dallas sorriu para Claire. O telemóvel/celular de Dallas tocou, despertando os pensamentos de qualquer um que estivesse ali. O seu toque era uma música da P!nk. Impossível não rir do refrão daquela música, fazia qualquer um dançar.
Dallas riu muito quando Claire soltou a primeira gargalhada, a sua gargalhada era diferente, menos escandalosa que a de Demetria, porém mais estranha ainda.
Demetria e Dallas conversavam entre “sins”, “nãos”, “talvezes” e frases tão curtas que não davam de jeito nenhum para entender o que Dallas e Demetria falavam.
− Então? O que se passou? – Claire ficou preocupada, o seu coração palpitava sem parar. Isso não era normalTalvez fosse o efeito Demetria.
− Nada de anormal. Agora vai te maquilhar, vestir e tudo mais o que te torna mais bonitas ainda, garota! – Dallas abraçou Claire. – Achas mesmo que a Demi se esqueceria de te levar a ver a praia? Tens muito que aprender sobre a Miss Lovato.
Dallas saiu e deixou Claire com os seus pensamentos e dúvidas. Claire levantou-se vagarosamente, as suas pernas doíam, pegou em algumas roupas que se encontravam no chão.


Dallas encontrava-se encostada ao balcão da cozinha, com uma mão no telemóvel/celular e outra na sua testa. Talvez alguém falou com ela e disse-lhe algo que ela não gostou.
− Um jantar? Achas mesmo que depois de tudo isto no devíamos encontrar? Às sete? Vou tentar não me esquecer. – Dallas apontou algo na sua mão direita. – Ah! Claire estás aí há muito tempo?
− O suficiente para saber que vais jantar fora. Nem tentes faltar ao encontro! – Claire apontou o dedo a Dallas, corou. – Quando vieres quero que me contes tudo, sim?
Claire saiu, apanhar um pouco de ar iria fazer muito bem. Fazia algum tempo que não saía de casa, por isso as suas pernas doíam. Estava a escurecer, qual seria a ideia de Demetria? Ela sabia que a noite a assustava.
− Claire? – Uma voz soou perto do seu pescoço. Certamente, só não sussurrou no seu ouvido por medo de não ser ela.
− Demetria! Aleluia, voltaste! Pensei que não me levarias a ver a praia. – Claire olhou-a séria. A expressão do rosto de Demetria era de arrependimento. – Okay. Eu vou ceder desta vez, mas só desta vez! – Claire sorriu e segui-a ao entrar no carro.
− Desculpa, mas acho que este seria o momento ideal para te levar à praia. Sabes aqueles mosquitos chamados de paparazzis? Eles estavam lá ainda há pouco por culpa de um famoso que lá se encontrava. – Claire entendeu muito bem o prepósito de só conseguir ver a praia à noite.
− Sem problemas. Sabias que a Dallas está apaixonada? – Claire perguntou de modo a evitar um sério e desconfortável silêncio entre elas.
− Como não saber? Ela tem uma cara de imbecil ultimamente, tão carinhosa comigo e com a Maddie em plenas nove horas da manhã. – Claire riu.


− Parece que chegamos ao nosso destino. – Demetria sorriu e baixou a cabeça. Claire apressou-se a tirar o cinto e correr praia fora, só para sentir a areia debaixo dos seus pés. – Espera! – Demetria gritou atrapalhada.
Após sair do carro, apressou os passos longos para pegar na mão de Claire. Esta, simplesmente, corou levemente, não que fosse a primeira vez, a última foi quando Demetria dormiu agarrada a ela.
− Vamos? – Demetria sorriu entre dentes. Claire afirmou confiante de si mesma, como nunca antes se lembrou de ser. A areia fria fez-se sentir, como um misto de emoções que invadiam o seu corpo de modo tão estranho.
Demetria não pronunciou uma única palavra ou som. A sua mão apertou a de Claire cada vez mais, como uma ansiedade ou êxtase.
− Podemos sentar-nos ali? Se quiseres, claro! – Demetria perguntava receosa sem olhar diretamente para Claire. − Preciso te dizer uma coisa. − Demetria disse receosa e pausadamente, talvez com medo das suas próprias palavras.
− Diz-me… – Claire disse naturalmente com um sorriso nos lábios. Sempre carinhosa. Oh sim, esta foi a garota por quem Demetria se apaixonou.
− Eu… Eu amo… te. – Demetria disse num sussurro quase apagado.
− Não entendi. Repita, e com mais calma. – Claire fez Demetria ficar mais nervosa do que já estava. Isto parecia pior do que a beijar. Então, Claire pegou na delicada mão de Demetria e olhou no fundo dos seus olhos castanhos.
− Desculpa-me, mas eu preciso beijar-te. – Claire não se pode pronunciar, fez apenas uma cara surpresa pela declaração na qual não podia crer.
Demetria colocou as mãos quentes sobre a cara delicada de Claire. A respiração era calma, mas o seu coração estava transtornado e a mente, uma confusão.
O beijo era calmo, porém longo para um primeiro beijo. Transmitiu coisas que talvez nenhuma das duas soubesse que existiam. Elas nunca tinham amado de verdade.
Claire pegou na cintura de Demetria e deitou-a na areia, apesar de incomodativa não fez diferença neste momento. A mão de Demetria deslizou pelo peito de Claire que parou um beijo com pequenos beijos.

Continue…
Saturday1 – Este não é um erro na contagem dos dias, apenas é o sábado da semana seguinte

sábado, 7 de março de 2015

15º Capítulo − Perfeito! ✓



This time please someone come and rescue me
'Cause you on my mind, it's got me losing it
I'm lost you got me looking for the rest of me
Love is testing me but still I'm losing it
This time please someone come and rescue me
'Cause you on my mind, it's got me losing it
I'm lost you got me looking for the rest of me
Got the best of me, so now I'm losing it
− Rihanna in S.O.S

− Praia? Porque ainda não visitaste nenhuma desde que cá chegaste? – Os olhos de Claire percorreram a extensão de corpo de Demetria. Meu Deus, em quê que ela estava a pensar?!
− Porque há sempre algo para fazer. – Demetria brincou com a espuma. − Porque não vamos sábado à praia, Dª Demetria? Tens folga, certo?
− Sim, como sabias? – Um largo sorriso foi rasgado na sua cara.
− Eu assaltei o teu horário. Desculpa!
− Bom, onde levarias a menina de que estás a fim para te declarares a ela? – Demetria perguntou com vergonha.
− Levá-la-ia para o meu sítio preferido ou o dela. É simples assim. – Claire sorriu. Demetria sorriu de volta e aproximou-se mais do rosto de Claire. Os seus corações tocavam uma harmonia perfeita. O medo e a insegurança reinava.
Claire sorriu de leve depois de tudo ter pegado fogo. A noite tinha sido uma loucura total. Nada era para ter sido daquele jeito. O que era para ter sido calmo e normal tornou-se num autêntico pesadelo, porém estava a ir bem, por agora…
Demetria não queria mais ficar chateada com Claire, porque Eva apareceu. Não queria ser, de maneira nenhuma, mais um dos seus problemas naquela noite.
Demetria despertou dos seus pensamentos pelo toque suave da mão de Claire. Claire olhou-a nos olhos, olhou os seus lábios, os olhos, os lábios… Os corações palpitavam demais como numa sinfonia perfeitamente sincronizada.
Como era possível mal conhecer alguém, mas saber que ela lhe é essencial agora?
Não há razão determinada, aprende-se a sentir isso, simples.
Iguais, mas diferentes. Elas queriam e sentiam o mesmo, só pensavam sempre “Ela que dê o primeiro passo.” Ou simplesmente tinham medo que a outra não quisesse nada.
Dessa vez seria diferente, ambas pensaram. “Eu darei o primeiro passo, mesmo sendo errado. Não importa se ela não negar, não ficarei. Tenho esperança que é o melhor a ser feito agora, afinal, se aconteceu é porque teve de acontecer.” Elas juraram para si mesmas.
As suas cabeças que antes estavam baixas, onde os fios estavam colados nas suas testas devido à água morna correr, ergueram-se segundo a segundo. Os sorrisos maliciosos falaram por si. Claire colocou as mãos nos ombros de Demetria, como numa dança calma, era apenas o primeiro passo para o início da safadeza básica. Demetria fez com que Claire ficasse entre ela e a parede. Perfeito! Claire sorriu com aquilo, ela sussurrou-lhe ao ouvido:
− Sabes de uma coisa? – Demetria negou baixinho. – Sempre sonhei com isto. – Isto era um novo género de música para Demetria, porque ela apreciou imenso ouvir isto. Demetria percorreu as costas nuas de Claire até à sua bunda onde deu um leve amaço. Claire envolveu uma das suas pernas à volta de Demetria.
As suas respirações ficaram próximas, estavam a milímetros uma da outra. Faltava somente um passo. Ambas fecharam os olhos.
− Demi! – Selena entrou aos berros na casa de banho/banheiro. A sorte delas foi que ela se virou e fechou a porta vagarosamente. Claire passou a Demetria um shampoo para disfarçar.
− Queres vir tomar banho, Sel? – Demetria perguntou, enquanto enxaguava o cabelo e Claire se enrolou numa toalha azul clara.
− Eu não quero saber disso. O que aconteceu foi… − Selena parecia “palrar” sem parar sobre um apresentador de televisão chamado Jean Campbell. De todas as coisas que ela falou, a atenção de ambas era direcionada para os olhos delas. Porém, algumas coisas eram ouvidas como “Ele estará cá sábado às sete horas da tarde, eu não posso perder isto!”. Ideias incríveis surgiram na mente de Demetria.
− Que bom! Vais conhecer o teu ídolo! Espero mesmo que ele te dê um autógrafo. − Demetria disse expulsando Selena fora do quarto de Claire.
− Acho que ela está ansiosa para conhecer aquele senhor, hein? – Claire disse.
− Completamente! – Demetria olhou para o chão sem qualquer reação. – Afinal, ela atrapalhou-nos. Verdade? – Demetria colocou lentamente o corpo de Claire para trás. A sua cabeça pousou no travesseiro delicadamente.
− Sim, afinal fizeste bem expulsá-la daqui. Podemos continuar? – Claire mordeu o lábio inferior provocando Demetria. Demetria gatinhou para cima de Claire. Aquilo excitava-as. – Achas que devíamos começar assim? – Claire não perguntou por insegurança, apenas para ter a certeza que não seria um momento de carência de cada uma ou de ambas.
− Claro, afinal é apenas um começo fantástico. – Demetria sussurrou de olhos fechados perto do rosto de Claire. Claire colocou as mãos nas coxas de Demetria e apertou-as de leve, Demetria riu fraco e tirou-as e estendeu-as até tocarem na cabeceira da cama.
− Maldade, Devonne! – Claire riu como uma criança. Demetria acompanhou-a numa gargalhada curta, passou os seus dedos gélidos pela abertura do roupão, lembrando que elas estavam nuas, os seus dedos foram desde o espaço entre seus seios até às coxas. Aquilo era realmente excitante. Demetria preparava-se para beijar o canto da sua boca, quando Claire se virou.
− Esta é a minha vingança pela última vez que me largaste no teu quarto. – Claire riu e Demetria olhou-a sem qualquer expressão legível. Ambas se riram, sem qualquer tipo de maldade. Demetria puxou o lençol branco e abraçou Claire, formando uma espécie de conchinha.

Monday, 06:23 P.M. Lovato’s House, Washington D.C.
Demetria acordou abraçada ao peito de Claire. Dormia como um anjo, e a beleza dela? Fazia-lhe lembrar um trecho da canção de Dolly Parton, a madrinha de Miley.

Jolene, Jolene, Jolene, Jolene
I’m begging of you, please don't take my man
Jolene, Jolene, Jolene, Jolene
Please don't take him just because you can
Your beauty is beyond compare
With flaming locks of auburn hair
With ivory skin and eyes of emerald green

Demetria sorriu ao lembrar-se que em breve ela seria sua e Demetria seria de Claire. Saiu do conforto cuidadosamente e deslocou-se para a cozinha.
− Diz-me! Vocês estavam a tomar banho juntas. – Uma voz familiar assustou Demetria, que acabou por derrubar alguma água do copo. – Não adianta negar, lindinha!
Caralho, Selena Marie! Que história é essa de me pegar no banho com a Claire? – Demetria deitou as mãos à boca depois de se dar conta que falou demais.
− Tenho de fazer mais vezes isto contigo! Agora conta-me! – Selena puxou uma cadeira e colocou as mãos segurando o queixo, como uma apresentadora coscuvilheira.
− Bom, tudo começou assim… − Demetria contou tudo a Selena que sorriu ao saber que Demetria e Claire estavam quase a namorar.

Continue…
Oi, gatas! Tudo bem? O que acharam do capítulo provocação de hoje? Eu simplesmente adorei escrever esse capítulo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

14º Capítulo – Abri uma guerra com a minha própria mãe ✓



See you're calling again

I don't wanna pick up, no,
I've been laying in bed
Probably thinking too much,
Sorry I'm not sorry for the times
I don't reply, you know the reason why
− Demi Lovato in Shouldn't Come Back

− Claire, ela já era estressada mesmo quando ainda não era nascida. Vive numa correria, estressa-se com tudo, faz frescura com tudo… E de um momento para o outro ficou assim. – Demetria esclareceu-a, mas elas estavam a falar como se nada tivesse acontecido
− O quê? Ela acabou de me chamar de gorda? Eu estou gorda? Demi, Miley, Madison, Noah? – Selena ameaçou chorar.
− Okay, é pior que aquilo que imaginava. A recuperar de uma ressaca e de T.P.M? – Claire troçou e todas se riram, todas exceto Selena. Ela ameaçou chorar novamente. Noah correu para abraçar Selena e cessar o seu choro. Caso ela chorasse, toda a maquilhagem iria ser borrada.
− Meninas podem descer? Há alguém a querer entrar, mas eu não a conheço. – Dianna abriu a porta.
− Claro, Tia Dianna! A Miley e a Selena ainda vão ficar… − Claire riu das duas. Selena lançou-lhe um olhar mortífero.
− Miley passa-me a necessaire. Claire, considera-te uma Longoria morta. – Gomez apontou com fúria. Ela não era uma pessoa nada fácil.        
− Ela disse que queria falar contigo, Claire. Parecia triste, mas vingativa. – Dianna procurava proteger Claire. Não era pena, pelo simples facto de ela ser renegada pela mãe, ter um passado tão obscuro que nem dele falava. Então porquê proteger? Porque Demetria a ama. Elas não admitem nem a pau, só que é quase impossível enganar uma mãe.
− Ela chegou quando os outros? – Demetria acenou às várias pessoas. Claire acenou juntamente já que todas elas as olhavam e sorriam. Era estranho ser olhada sem ser pela fama.
Dianna abriu a porta que ligava a sala à cozinha. O seu coração palpitava rapidamente sem saber o porquê lógico. As pernas fraquejavam. Claire envolveu os seus dedos pequenos nos de Demetria. Demetria sorriu.
O seu cabelo, as suas pernas, os seus lábios brilhantes pelo efeito do gloss. O seu maior pesadelo voltará a atormentar, como? − Eva? – Claire apertava cada vez mais a mão de Demetria. Era fantástico.
− Oh, minha querida filha! Como tu cresceste!
− Filha? Como diz “Minha querida filha”, quando me disse para nunca mais a tratar por mãe? – Claire retirava a mão gélida de Eva do seu rosto.
− Meu amor, eu quero esquecer isto tudo. Eu não quero que fiques aqui, tu mal os conheces… − Claire interrompeu-a.
− Sim, eu mal os conheço. Mas quer saber, eles dão-me carinho, amor, gargalhadas sem me conhecer. E você o que fez?
− Eu impedi-te de namorar aquela menina!
− Aquela? Você disse “O que pensariam sobre eu ter uma filha lésbica?”. Quer saber? – Claire puxou Demetria e foi para a sala. – Pessoal! Tenho uma coisa a dizer-vos. Eu sou Claire Longoria, filha da venerável Eva Longoria. Só que se os jornais e revistas rosas soubessem o quão podre ela é por dentro, ninguém a quereria para atriz do seu filme. Querem saber porquê? – Toda a gente se encarava chocada sem saber o que fazer. – Ela renegou a própria filha por ser lésbica. – Todo mundo começou a falar, horrorizados. – Agora, estamos quites. – Claire passou de lado em Eva.
− Isto só começou agora, sua vadia. Foste o meu pior erro. – Eva falou pausadamente como se estivesse a cravar as palavras na sua pele. Demetria puxou-a para cima.

Sunday, 09:48 A.M. Lovato’s Bathroom, Washington D.C.
− Não acredito naquilo que acabou de acontecer. Abri uma guerra com a minha própria mãe. – Lágrimas escorreram sem parar.
− Ela não é uma boa pessoa. Eu não a vou querer para so… socializar. – Demetria tropeçou na sua própria honestidade.
− Claro! – Claire riu de lado. Ela começou a tirar as roupas. – Eu vou tomar um banho. Queres vir comigo? Por favor? – Ela fez uma cara de cãozinho abandonado.
− Não vai adiantar negar, pois não? – Demetria riu. As peças iam sendo lentamente retiradas. – Vais ficar com o teu soutien e cuecas/calcinha?
− Claro, acho que nenhuma de nós se sentiria confortável pelo facto de estarmos nuas. – Ela riu e ligou o chuveiro.
− Ah, diz-me um lugar onde gostarias de ir. – A água gélida batia nas suas costas formando pequenos arrepios.
− Praia. É um lugar natural. – A água começou a ficar quente, uma boa temperatura.
− Praia? Porque ainda não visitaste nenhuma desde que cá chegaste? – Os olhos de Claire percorreram a extensão de corpo de Demetria. Meu Deus, em quê que ela estava a pensar?!
− Porque há sempre algo para fazer. – Demetria brincou com a espuma. − Porque não vamos sábado à praia, Dª Demetria? Tens folga, certo?
− Sim, como sabias? – Um largo sorriso foi rasgado na sua cara.
− Eu assaltei o teu horário. Desculpa!
− Bom, onde levarias a menina de que estás a fim para te declarares a ela? – Demetria perguntou com vergonha.
− Levá-la-ia para o meu sítio preferido ou o dela. É simples assim. – Claire sorriu. Demetria sorriu de volta e aproximou-se mais do rosto de Claire. Os seus corações tocavam uma harmonia perfeita. O medo e a insegurança reinava.

Continue…

sábado, 31 de janeiro de 2015

13º Capítulo − Mas alguém tem estômago para isto tudo? ✓



He's the reason for the tear drops on my guitar
The only thing that keeps me wishing on a wishing star
He's the song in the car I keep singing
Don't know why I do
− Taylor Swift in Teardrops On My Guitar

− Ai é? Mas eu queria rock!
− Por que é que ela está assim? – Claire perguntou a Miley.
− Efeito do sono! – Miley tentava a todo o custo “domar” Selena. – Se me dão licença.
− Claire, não adianta negar, eu sei que tu… − Demetria queria desculpar-se pela última noite, mas alguém interrompeu-a.
− Meninas venham ajudar!
− Gente, vou ter que ir trabalhar! – Selena e Miley disseram em coro.
− Vocês tinham dito que tinham acabado de ligar para dizer que iriam ficar de folga! – Dianna lembrou-as.
− Dissemos? – Miley perguntou a Selena que olhava para as horas como forma de preocupação.
− Não! Isso é só cansaço, Dona Dianna. – Elas correram e bateram a porta.
− Meninas venham ajudar-me a fazer as comidas. – Ela girou os calcanhares.
− Tanta coisa? – Claire olhou para o monte de cadernos com receitas, em cima da mesa.
− Nem é assim tanto. Fala-me mais de ti, Claire. – Ela entregou a receita de tarte de amêndoa. As suas mãos tremeram e na sua garganta formou-se um nó bem grande.
− Bem, eu não posso falar muito. Não há nada em especial que possa ser dito. – Ela afundou a sua cara na folha. Demetria olhou-a séria, mas com ar de que não entendia o que se passava à sua frente.
− Levas a mal se te perguntar uma coisa? – Dianna olhou-a fixamente. Claire negou. – Tu sorris muito, mas os teus olhos transmitem tristeza, certo? – Claire olhou-a e sorriu. – Eu sabia. – Abraçou-a. Demetria ficou a olhar as duas e deu um suspiro para si mesma, obviamente, que ela pensava que ninguém estava a ver a cara de boba. Era inegável não abraçá-la, só que ainda doía.

Sunday, 07:48 P.M. Lovato’s House, Washington D.C.
Mas alguém tem estômago para isto tudo? – Madison perguntou olhando para a longa mesa com doces e salgados. – Isto é um aniversário de casamento, não a ceia de beneficência.
− Madison vai com a Noah para o teu quarto, antes que eu te mande para aquele lugar, sim? – Demetria carregava um prato cheio de um outro bolo enorme, que provavelmente, ninguém lhe tocaria.
− Tenso, muito tenso. – Claire repreendeu-a. – Dallas! – Dallas entrou em casa com um sorriso um tanto quanto idiota.
− Olá, gente! – Pousou as chaves na mesa. – O que estão a fazer?
− A acabar de fazer as receitas. – Claire e Demetria entreolharam-se e estranharam o porquê de ela estar tão feliz. – Ah, algum livro novo a caminho? – Claire tentou adivinhar.
− Por enquanto, não. – Disse tranquila, isto era verdadeiramente estranho. Ela vivia estressada na procura de novas ideias para digitalizar no seu MacBook.
− Hum, deixa-me adivinhar. Novo amor? – Demetria era igual a Dallas. Direta e mentia a respeito ao seus amores e desavenças.
− Novo amor? Estás a brincar, Dª Demetria? – Corou ligeiramente.

Sunday, 08:30 P.M. Lovato’s House, Washington D.C.
A porta foi tocada diversas vezes. Os convidados chegavam formais e discretos, nada de grandes fatos e vestidos. Cada vez mais, o som da campainha foi diminuindo.
− Então? Já estão prontas? – Dallas adentrou no quarto de Miley. – Já chegou quase toda a gente.
− Calma! Eu acho que engordaste uns dois quilos, de repente. – Miley fazia toda a força para conseguir fechar o corpete de Selena.
− Claro! Comer as caixas de bombos que haviam espalhadas nos armários da casa. – Dallas reclamou e fechou a porta.
− Credo! A tua irmã muda de humor como quem muda de meias. O que é que ela tem?
− Claire, ela já era estressada mesmo quando ainda não era nascida. Vive numa correria, estressa-se com tudo, faz frescura com tudo… E de um momento para o outro ficou assim. – Demetria esclareceu-a, mas elas estavam a falar como se nada tivesse acontecido
− O quê? Ela acabou de me chamar de gorda? Eu estou gorda? Demi, Miley, Madison, Noah? – Selena ameaçou chorar.
− Okay, é pior que aquilo que imaginava. A recuperar de uma ressaca e de T.P.M? – Claire troçou e todas se riram, todas exceto Selena. Ela ameaçou chorar novamente. Noah correu para abraçar Selena e cessar o seu choro. Caso ela chorasse, toda a maquilhagem iria ser borrada.
− Meninas podem descer? Há alguém a querer entrar, mas eu não a conheço. – Dianna abriu a porta.

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Hey, Guys! Tudo bem?
Esses dias têm sido bastante corridos, na quarta da semana passada fiquei doente, na sexta dessa mesma semana faltei e para finalizar, os testes e trabalhos escolares...
Acho que não estava bem para postar, nem sei se cumprirei à risca o plano de postagem.
Desculpem...